Flash fora da câmera.

Posted in Conversa Fiada, Trabalhos da Lira, diy, iluminação, strobist, técnica on March 30th, 2011 by Rafael Resende – 5 Comments

Eu gosto de dizer que fazer a exposição de uma foto  é como encher um balde de água. E não é só enchê-lo. Tem que ser exatamente até a borda. Nem uma gota a mais, nem uma a menos.

A água, nessa metáfora, equivale à luz. Não encher totalmente o balde significa uma foto sub-exposta (nome fresco para “foto escura”, onde falta luz). Transbordar o balde significa sobre-expor a foto (foto “estourada”, com excesso de luz). Claro, toda regra deve ser quebrada quando valer a pena.

Gosto de usar flashes dedicados fora da câmera, no modo manual,  justamente pela liberdade que eles dão ao lidar com essa regra do “balde”. Nós quebramos essa regra o tempo todo, com partes da cena. No exemplo abaixo, apesar de o assunto principal estar iluminado “corretamente”, alguns pedaços da foto estão escuros “demais”. No outro, claros “demais”.

1

Exemplo de foto propositalmente mais escurinha, que fica com um ar de mistério. Existem áreas completamente pretas, que não registraram detalhe nenhum. Já dizia o Joe McNally: "Se você quer deixar algo mais interessante, não o ilumine por completo."

2

...Ou não! Danem-se as sombras, se não forem necessárias! E se eu quiser uma foto tão clara, que as áreas brancas percam a textura, como acima? Por que não?

O importante é ser deliberado. E para isso, é preciso dominar a câmera, para então, escolher se seu balde vai encher quase até a borda, se vai parar na borda ou se vai transbordar, e em que partes do quadro. Capisce?

E se você estiver usando flash fora da câmera, em modo manual,  você deve estar ciente de que, na verdade, o medidor de luz da sua câmera mostra apenas a interpretação da câmera em relação à luz. Sua câmera não é dona da verdade, principalmente ao usar flashes fora da câmera. Ela não sabe onde está seu flash, nem a que distância do assunto, nem apontado para onde, nem em qual potência está regulado. Ela pode não saber nem se você está ou não usando flash! É o preço que se paga pelo controle que se ganha. Outra coisa que geralmente choca os novatos é que a velocidade de obturador não serve para cortar a luz do flash da mesma maneira que serviria para cortar a luz ambiente.

Não é todo mundo que gosta de usar flash, quanto mais fora da câmera. Não é muito prático mesmo, realmente. Mas se eu quisesse só praticidade, usaria logo uma cybershot, no modo automático, e mais nada.

Como eu não conheço nenhum outro jeito de se criar exatamente a luz que está na sua mente, aprendi a gostar dos danados dos flashes. Ao ponto de, ao chegar do trabalho, ao invés de desabar num sofá, eu resolver aprontar este circo na sala aqui de casa:

Confusão na sala

Estava testando a luz dessa armação com uma seda por detrás da "modelo." Ainda é um esboço em construção. À direita da câmera está meu DIY softbox, e à esquerda, um flash com meu DIY grid. À direita, o resultado, e minha modelo careca Vanuza, com super cara ruim de Sci-fi.

Treine, crie esquemas de luzes, entenda o comportamento da luz. Depois guarde tudo e vá dormir. Reze para acordar no outro dia como um ninja da iluminação.

Repita o procedimento  todo  dia, e me avise se funcionar!

Isis 15 Anos

Posted in Trabalhos da Lira on March 18th, 2011 by Rafael Resende – 5 Comments

Esse foi um ensaio de aniversário de quinze anos, feito há um bom tempo atrás… Mas nem tanto. De qualquer forma, é impressionante como nossa pequena cliente já mudou daqueles tempos pra cá! Felizmente, estávamos lá naquele dia, para registrar com nossas câmeras aquela pequena  e colorida fatia de tempo.

Escolha sua arma

Posted in Uncategorized, equipamento, técnica on March 16th, 2011 by Rafael Resende – 6 Comments

No ar, o primeiro de uma série de posts sobre como aprender a domar sua câmera e seus flashes. Ou melhor, explicações sem frescura sobre o nosso jeito de domá-los.

A cada dia vejo novas pessoas por aí arrastando DSLRs. E mais pessoas começando um blog ilustrado por suas fotos. Se você é um desses, talvez ache alguma coisa de útil por aqui.

Rebelzinha

Ah... A simpática DSLR de entrada. Geralmente começa assim. 1: Você compra uma rebel ou similar. 2: Você fica maravilhado com todas as possibilidades. 3: Sua carteira vai ficando leve, e sua coleção de lentes, pesada. 4: Você se vê, no seu serviço, em pleno horário comercial, fazendo hora lendo o nosso blog. Rá!

Fact: antes de aprender a domar uma câmera, você precisa escolher uma câmera. E esse post é para quem está no processo de compra.

E eu vou nerdar total aqui, mas é para ajudá-lo, leitor. Vai lendo.

Existem infinitos modelos de câmera por aí, com infinitos trique-triques, badulaques, sirenes, apitos, GPS, detectores de face, de sorriso, de mentira. Mês que vem, é capaz de sair uma canon com 500 megapixels e um George Foreman Grill embutido. Não importa.

Sabe o que eu acho que é uma câmera que incentiva o crescimento de um iniciante na fotografia? Na minha opinião, é qualquer câmera que:

1- Tenha um modo que te deixa controlar tudo (abertura, tempo e ISO) manualmente, se você quiser. Acho que todas, hoje em dia, tem isso, mas  eu conferiria. Pra mim é indispensável.

2- Faça parte de um sistema com lentes intercambiáveis. E que, de preferência, seja um sistema com componentes disponíveis no comércio da sua região.

3- Seja prática. O que pra mim, significa ser digital. Pra mim nada melhor para o aprendizado do que poder xeretar, descaradamente, na hora, a tela de lcd e ver como ficou sua foto. (E refazê-la, se algo estiver errado.) Também é impagável poder ver suas fotos sem sequer ter que mandar imprimí-las numa loja, fora de casa, ser cobrado por isso, e ter que voltar em uma hora para buscar os simpáticos papeizinhos. Gosto de tirar infinitas fotos em um dia sem gastar um centavo com filme, nem ficar trocando rolos. Alterar o ISO com um simples apertar de botão. Acessar o EXIF de um arquivo e ver todas as regulagens usadas para aquela determinada imagem. Consultar um historigrama. A lista continua…

4- Tenha algum meio de disparar flashes externos.

5- Tenha qualidade de imagem razoável em seus ISOs mais altos. Todos os modelos da Canon/Nikon de uns 2 ou 3 anos pra cá estão muito bem servidos nesse quesito.

E assim já está bom demais. Sua primeira câmera não precisa ser perfeita. Aliás, não existe câmera perfeita. A menos que você modifique a sua, como eu:

A câmera perfeita

Pensando melhor, o George Foreman Grill não era uma má idéia, então adicionei um. Faltou aparecer a lente, uma 8-300mm f/1.0 L IS

Agora, se você não é um iniciante, e procura um upgrade de equipamento, a questão fica mais complexa. Se você for médico, advogado, dono de rede de frozen yogurt ou filho da J.K. Rowling, a resposta é fácil: Vá até a loja e peça a câmera mais cara, e as 10 lentes mais caras que sirvam nela. Se você for um mero mortal, depende muito.

Na minha opinião a progressão lógica deve ser assim:

- Tem uma compacta e quer um upgrade? Compre uma SLR digital de entrada. A diferença brutal. Autofoco rápido e certeiro. Sensor maior, que possibilita profundidade de campo menor (se desejável), ISOs mais altos e melhores… Fora o universo de lentes e acessórios para se conhecer e utilizar. Comprar uma outra compacta pode te dar uns mega pixels a mais aqui ou ali, um alcance melhorzinho… Mas não se compara.

- Tem uma DSLR de entrada e quer um upgrade? Compre uma DSLR fullframe. Novamente, a diferença é grande. Fora a grande melhora de ISOs altos e da (menor ainda) profundidade de campo, suas lentes passam a funcionar da maneira que foram projetadas para funcionar. A nitidez desses sensores é de outro mundo também. Pra mim, não vale a pena fazer um upgrade que não aumente o sensor. Então o proximo passo lógico é uma fullframe. Comprar apenas outra DSLR de sensor cropado pode te dar várias vantagens também (ISO melhorzinho, mais fotos por segundo, melhor construção, etc), mas não vai chacoalhar seu mundo como uma fullframe não.

- Tem uma fullframe e quer um upgrade? Compre uma médio formato digital. Nunca encostei nessas monstruosidades, e nem passo perto de ter o dinheiro para comprar uma. E, honestamente, não tenho justificativa para ter uma. Fullframes já me atendem além da conta, acho que vou usar minha fullframe até ela (ou eu) morrer. E se isso acontecer, vou comprar outra fullframe. Mas se você quer um upgrade de verdade, quer fazer uma empena de 60 metros, ou está com os bolsos transbordando notas de cem, então médio formato é pra você. Prepare-se para comprar um computador novo junto com a câmera, para dar conta dos arquivos de 50 ou mais megapixels.

E, em paralelo, sempre tem tambémo filme. É um jeito barato de obter uma fullframes ou médio formato. Câmeras excelentes de filme são muito baratas perto das equivalentes digitais. É um universo diferente, esse do filme, e muitos adoram. Eu não. Dentre as vantagens, está a segurança no armazenamento das suas fotos (películas resistem bem ao tempo). Tem também a vantagem da minúcia: cada foto tem que valer. Nada de desamarrotar essa gravata no photoshop, nada de consultar a telinha para ver se algém piscou. Nada de clicar 200 vezes a mesma foto e rezar para que pelo menos uma fique boa. Nada de preguiça. Se bem que há quem se despreocupe geral e tire fotos descontraídas com filme também, pra depois ver a surpresa na volta do laboratório. Mas nada disso é a minha praia, ao menos por enquanto.

Espero ter ajudado. Keep shooting.

Elisa

Posted in Trabalhos da Lira on March 15th, 2011 by Rafael Resende – 1 Comment

Aí vai um pouco do ensaio da Elisa, nossa modelo de alguns dias atrás!

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Elisa

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Elisa

Elisa

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Liraby

Posted in Uncategorized on March 11th, 2011 by Rafael Resende – Be the first to comment

Você  se delicia com as fotos ou ensaios do mundo da moda e publicidade? Adoraria poder clicar e ajudar a criar produções legais, colocar a imaginação para funcionar, inventar mundos, luzes, e o escambau? Eu sei que eu adoraria. Eu e a Lívia adoraríamos.

Por isso, já há algum tempo, eu e ela andamos meio sumidos nos fins de semana. Tivemos a idéia de um projeto, para satisfazer essas nossas vontades, exercitar nossas habilidades e nos divertir com fotografia. A Lívia adora moda, roupas (algumas, inclusive, feitas por ela mesma), cores, produções e maquiagens. Eu adoro montar um circo, manipular a luz, e tirar fotos. A Lívia também ama tirar fotos, mas nesse projeto ela passará mais tempo na frente das lentes do que por trás delas. (Graças a Deus. Eu não passo na frente de uma lente sem fazer careta.) Estivemos andando por aí, a Lívia com seus zilhões de acessórios e roupas, e eu com meu zilhão de tralhas fotográficas, fotografando pelo prazer de criar.

O resultado das nossas viagens estará sempre sendo postado aqui:

www.liraby.com

Azul e rosa. Homem e mulher. Yin e yang. Seu Madruga e prof. Girafales. Torresmo e Herbalife. Você NÃO PODE perder esta mistura explosiva. Clique já na imagem!

Será um blog irmão deste. No Liraby, a Lívia comanda os posts, falando sobre as peças que usou, a maquiagem, a história por trás do ensaio, inspirações e afins… Por aqui, eu devo postar, de vez em quando, esquemas e dicas de como fizemos as luzes das fotos do Liraby. Mas nem sempre, pois muitas vezes jogamos tudo pro alto e usamos luz natural, num passeio qualquer por Belo Horizonte, de modo despretensioso.

Até bater a nossa maluquice habitual e resolvermos voltar com força aos ensaios mais produzidos e excêntricos.

Durante o carnaval, fizemos trocentas fotos para o Liraby. Que em breve estarão online por lá. Fiquem à vontade para dar uma olhada!

Para aprender

Posted in Conversa Fiada on March 3rd, 2011 by Rafael Resende – 4 Comments

Negócio é o seguinte, leitor. Eu e a Lívia somos autodidatas. Quase tudo que sabemos sobre teoria de fotografia, aprendemos principalmente estudando (e depois praticando, lógico) trabalhos veiculados em sites e blogs, e assistindo vídeos online de famosos fotógrafos estrangeiros que admiro. Também admiro alguns grandes fotógrafos brasileiros, mas nenhum deles, que nós saibamos, divide seu conhecimento de graça, num blog pela internet.

Talvez seja assim porque, no Brasil, seja contra-produtivo fazer isso. Já é suficientemente difícil, e caro, se estabelecer como fotógrafo. Quanto mais  se destacar dentre os que já o são.  Melhor gastar o tempo e o conhecimento criando um workshop que custe uma fortuna, não é?

Mas nós, que devemos muito do que sabemos aos segredos (generosamente revelados) de  fotógrafos estrangeiros que  abrem o jogo pela internet, não sabemos ser muito diferentes deles.  Existe um prazer muito viciante no ato de dividir informação, ensinar e aprender de graça. Por isso, sempre que pudermos, estaremos postando tutoriais, dicas e explicações sobre fotografia.

Nesse post, vou escrever coisas que acho que ajudam a aprender sobre a fotografia:

dicionário inglês

Tive que sublinhar para não esquecer.

1-Aprenda inglês- Taí o único curso que acho indispensável na área da fotografia. Sério. A maioria esmagadora dos livros, dos bons sites, dos fórums e vídeos-tutoriais de fotografia  pela internet são em english, so move those fat asses and go learn some.

Ao começarem a ler em inglês sobre fotografia, com certeza vão se esbarrar com algumas expressões e abreviaturas estranhas. Aí vai um mini glossário das que me lembro por agora:

OOF: Significa “out of focus”, ou “fora de foco”.

BOKEH: Essa nem é inglês, mas japonês. Como aparece muito por aí, resolvi incluir.  Bokeh é a qualidade das áreas fora de foco, ou “OOF zones”, produzidas por uma lente. “Good bokeh” caracteriza áreas desfocadas suaves e cremosas. “Bad bokeh”, áreas desfocadas meio agitadas, cheias de halos,  etc.  Muita gente usa essa palavra da maneira errada, se referindo àquelas bolinhas que se formam onde estão as luzes mais fortes nas áreas fora de foco.

PP: “Post processing”, muitas vezes referido apenas como “post”. É a manipulação da imagem depois do ato de fotografar. Toscamente falando é a hora em que você trata a foto. Muito toscamente falando, é a hora em que você “photoshopa” seus trampo, faz uns HDR muito loco,e põe aquela marca dágua que ocupa metade da foto

DOF: “Depth of Field” ou “Profundidade de Campo”. Área da foto que se encontra aceitavelmente “em foco”. Quanto maior a abertura de uma lente, menor a área em foco.

SS: ” Shutter Speed”. A famosa “Velocidade do Obturador”

NR: “Noise Reduction”. “Redução de ruído”, um recurso usado para atenuar o ruído causado por ISO alto, ou tempos de exposição muito longos.

DSLR: “Digital Single Lens Reflex” .Câmeras digitais que usam só uma lente por vez (são intercambiáveis), com sistema de espelho que permite ao fotógrafo ver a imagem através da lente.

FF: “Full Frame”. Um dos formatos de sensores de câmeras. Um sensor full frame é do tamanho de um frame do filme de 35mm. São sensores que fazem justiça às distâncias focais escritas nas lentes, pois não há fator de corte.

APS-C: Outro dos formatos de sensores de câmeras. O sensor aps-c é menor do que o fullframe, e essa diferença de tamanho, na prática, “multiplica” por 1.6 as distâncias focais das lentes usadas com ele. (EDIT: isso serve só para as canons. Pras nikons, o número é 1.5.) É o mais comum nas DSLRs “de entrada”.

FL: “Focal Length” É a “Distância focal” da lente, esse é o termo em português. Mas acho essa tradução péssima. É mais fácil dizer que é um ângulo de visão de uma lente. Por exemplo, numa lente 18-55mm,dá pra utilizar todos os ângulos de visão de 18mm até 55mm, rodando o anel de zoom. Nesse caso aqui, é melhor esquecer que milímetros significam milímetros. Mais fácil considerar que quanto menos milímetros = ângulo de visão aberto/lente “curta”. Quanto mais milímetros = ângulo de visão fechado/lente “longa”.

UWA: “Ultra Wide Angle”. Lente ultra grande-angular. Numa fullframe, é toda lente mais curta do que 24mm.

Continuando:

2-Tenha uma câmera com possibilidades- Sou defensor de que o equipamento não faz o fotógrafo. Mas o momento em que me apaixonei pela fotografia foi quando comprei minha primeira DSLR, uma Rebel. Uma boa câmera, de lentes intercambiáveis, é um troço interessante, que te faz querer fotografar, explorar todas as possibilidades. Se eu tivesse comprado uma compacta, honestamente acho que não estaria aqui escrevendo isso, hoje.

3-Se não tem como comprar, construa-

Omni bounce

Para que gastar 80 reais com um sto-fen omni bounce, quando um frasco branco cortado ao meio faz a mesmíssima coisa, por 3 reais?

Quase tudo relacionado a fotografia é caro demais. Mas serras, chaves de fenda, lâmpadas, fitas adesivas, velcro e tecidos são baratos. Construa seus modificadores de luz, tripés, iluminação, alças para câmeras, fundos infinitos, cabos… Ao construir, você ganha um entendimento muito mais profundo e prático da função do objeto.

4-Participe de comunidades- Como por exemplo, o flickr. Aliás, não precisa nem participar, pode ficar só quieto no seu canto escutando a conversa. Por ali dá pra ler milhares de respostas, de fotógrafos de tudo quanto é canto, a perguntas feitas sobre zilhões de assuntos fotográficos. A maior parte em inglês, claro.

5-Não deixe nunca juntar poeira- Não fique sem fotografar. Por que você acha que tem tanta foto de gato e de playmobil nos fóruns de fotografia pela web? Isso é fotógrafo à toa dentro de casa, exercitando as habilidades e experimentando. Sério, toda câmera devia vir com um gato, pra nunca faltar o que fotografar. No caso de alergia a gatos, seguem alternativas decoisas a se fotografar, em ordem crescente de dificuldade: sua coleção de copos de requeijão, a sua namorada, sua família ou você mesmo.

Álbum de casamento customizado

Posted in Produtos da Lira, Trabalhos da Lira on February 24th, 2011 by Rafael Resende – 3 Comments

Queria dividir, com nossos milhões de leitores, este nosso projeto de álbum, que nos fez sair um bocado da rotina.  Foi nosso primeiro álbum de casamento totalmente customizado, que acaba de sair do forno:

Álbum final

A noiva, desde muito antes de se casar, possuía um álbum, com uma capa  muito bonita e interessante, dourada e cheia de arabescos, meio era vitoriana, meio Luís XV.  Tinha até uma janela oval no centro, protegida por um vidro. O álbum nunca havia sido usado, e ela nos perguntou se poderíamos utilizar esta capa em seu álbum de casamento.

Detalhe da capa

Detalhe da capa: ornamentos que lembram entalhes em madeira.

Nós topamos. Vimos que o funcionamento do álbum era tipo o dos álbuns normais que se compra em lojas, cujas folhas são seguradas por parafusos transversais. A primeira idéia foi de aproveitar as folhas internas, e manter esse mecanismo. Mas logo apareceram grandes perrengues adversidades. Dentre eles, a fragilidade do sistema, e o fato de que o álbum agora teria mais páginas do que  tinha originalmente. O miolo original, então, cascou fora.

Manuseio

Gostei tanto de fotografar o álbum finalizado, que quase fiz um álbum só de fotos desse álbum!

Então, como fazer um novo miolo em que as folhas tivessem uma seção flexível, como tinham as folhas originais, que tinham tarjas de plástico? Procuramos várias formas, e todas comprometiam em algum aspecto a estética ou funcionalidade do álbum. Até que eu me esbarrei com o Chico. O Chico, gente finíssima,  trabalha na Belo Álbum.

Lombada

Detalhe da lombada recuada, e do encaixe da capa antiga sobre a nova, que serve como suporte.

Fiquei sabendo do serviço dele por um post aleatório no flickr, cheio de elogios, falando que ele fazia o melhor álbum de BH. E ele propôs a solução mais simples, e perfeita: ao invés de construir o funcionamento do álbum em função da capa, fazer o contrário – construir um álbum tradicional e adaptar a capa antiga sobre ele.  Isso envolvia um recuo na lombada que aumentou o formato da página. Ficou com 33x33cm.

Álbum aberto

E mesmo não tendo feito a página dupla inteiriça, a distância entre as duas páginas é minúscula.

Então, no fim das contas, este álbum nasceu bem diferente. O formato da página é fora do padrão, a imagem da capa é menor que as do miolo, a capa foi customizada… Tudo sob medida, o bichinho é mesmo um filho único. Apesar de tudo, o álbum se manteve funcional – as páginas se abrem a 180 graus e o manuseio é perfeito.

Meus agradecimentos à Julie e ao Alexandre, os noivos, por terem confiado em nós nessa experiência de estréia. E ao Chico, pelo excelente trabalho.

Pequeno ensaio

Posted in Uncategorized on February 18th, 2011 by Rafael Resende – Be the first to comment

Há um tempo atrás, fizemos fotos para o catálogo da grife Verde Lumi, uma criação da designer Thiemi Okawara. A grife é infantil, o que significa, em caráter definitivo e inexorável,  roupas super bonitinhas e cuti-cuti. Ora, os modelos, então, só poderiam ser crianças com um alto nível de fofura e cuti-cutismo, para completar o quadro de fofura generalizada que foi essa sessão de fotos. Vamos a elas.

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A coleção de roupas da Thiemi traz elementos da natureza, tanto em suas estampas quanto no próprio material de confecção. Na Verde Lumi, as  roupas são feitas utilizando-se apenas materiais sustentáveis. E as estampas retratam elementos da natureza do Brasil.

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Eu gosto de fotografar crianças! E o pior é que as que eu mais gosto são as mais bagunceiras, hahaha! Mas é difícil controlar uma criança num ensaio fotográfico. A melhor saída muitas vezes é, na minha opinião, não controlá-las! Sempra que dá, gosto de deixar elas brincando à vontade, com outras crianças ou com os pais. E tiro minhas fotos de longe, isolando apenas a criança com a lente.

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Eu e a Lívia gostamos também de fazer fotos nos momentos  durante os intervalos, e registrar os “bastidores” dos ensaios. Quase sempre conseguimos capturar alguns momentos que não tem preço!

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Como as estampas tinham motivos da natureza brasileira, esse beija-flor aí se sentiu em casa por lá e ficou nos rodeando. Na verdade, ele ESTAVA em casa. Nós éramos os forasteiros esquisitos.

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Essa aqui chegou meio desconfiada...

Depois ficou abusada!

"Mãe, a moça tirou uma foto minha lambendo o edredon!"

Todas as fotos foram feitas com luz natural. Eu até que estava com meus flashes, modificadores e o escambau por lá, mas nesse dia eles não saíram do case, porque:

1- A luz estava perfeita (dia nublado, na parte da manhã). Bom, quase sempre perfeita. Usamos um rebatedor quando necessário.

2- Se resolvesse montar as luzes em volta da molecada, teria que arredar tudo a cada passo que eles dessem. E crianças simplesmente não param quietos numa área aberta assim, cheia de coisas a serem exploradas,  e com outras crianças passando por perto. Fora que estava chuviscando toda hora, e meus flashes não sabem nadar!

3- As expressões e poses das crianças duram uma fração de segundo. Esperar um flash reciclar seria um luxo ao qual eu não poderia me dar. Arriscar perder expressões e momentos como esses?

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Acho que foram essas as minhas fotos favoritas dessa sessão… Gostaria de agradecer aos pais de todos os(as) modelinhos(as) pela autorização da utilização das imagens aqui no blog. Obrigado!

Minha lente preferida

Posted in Trabalhos da Lira, equipamento, pimping on February 17th, 2011 by Rafael Resende – 2 Comments

Aqui vai meu review da 70-200 f/2.8L IS USM II!

A nova 70-200.

Essa foto não é montagem. Disparei um flash através de uma folha de gelatina azul por trás da lente, mas não sei explicar de onde veio essa poeira e esse reflexo que parece uma nebulosa. A lente estava limpinha. Mais um presságio de que a 70-200 caiu do céu.

Disclaimer: Leia por sua conta e risco. Você vai querer uma. Outra coisa: esse é daqueles reviews cheeeeios de métodos científicos, fotos daquelas tabelas de testes ópticos e gráficos de desempenho naquele estilo mais nerd-fanboy-geek do mundo.

Not!

Gráfico

A internet estava mesmo precisando de mais um gráfico de pizza metido a engraçadinho. Margem de erro: 3% para mais ou para menos

Não, não, não. Mentira! Nada de gráficos. Meu review é prático. Atitude. Review de macho mermo. Imagine o Charles Bronson tomando Whey Protein numa loja de ferragens. É a mesma coisa que me ver aqui, enquanto escrevo meu review.

Tá. E por que você gosta dessa lente, Rafael?

Eu tiro muitas fotos de noivas, debutantes, e outros seres humanos do sexo feminino. Pra isso, não conheço nada melhor do que uma 70-200f2.8L IS II, já que com ela:

A perspectiva é atenuada. Narizes grandes parecem menores, curvas fechadas ficam mais retas, volumes ficam mais planos. Toda telephoto faz isso;

-As áreas fora de foco são mais suaves do que tudo que já usei, e fazem a modelo “se destacar” mais do cenário. A compressão da perspectiva faz o cenário se transformar num desfoque total, principalmente quando a uso em 200mm! Olha só:

Julia

Bye bye background.

-As áreas dentro do foco (que podem ser mínimas, se for essa a intenção) são tão nítidas que não consigo conter um sorriso  toda vez que vejo as fotos de pertinho, no meu computador. Por exemplo, gosto quando vejo essa foto assim:

Manu blog

Uma foto tirada a 200mm, f/2.8. Supostamente, era para essa ser a configuração que mais compromete a qualidade de imagem desse tipo de lente.

Mas aí chego em casa e, ao ampliar no monitor, vejo a história completa:

Crop Manu

Da primeira vez quase caí da cadeira. Cada poro da pele está aí fielmente reproduzido!

-Com o intervalo entre 70mm e 200mm (isso numa fullframe, o equivalente numa câmera “cropada” seria 44-125mm) posso passar um ensaio inteiro sem trocar de lente. Posso fazer um close de rosto, e em seguida uma foto de corpo inteiro, sem ter que correr 10 metros pra frente ou pra trás.

-De 70mm a 200mm, esteja a abertura escancarada ou fechada, as imagens são a coisa mais perfeita que eu já vi (o gráfico lá no início não me deixa mentir). Obrigado, japas engenheiros da CANON.

-Construção: Impecável. O troço é uma tora branca de metal sólido, period. Não tem nenhuma parte que extende, que roda, e exceto pelos botões e anéis, nada mexe. Parece que sobreviveria a uma guerra, pelas histórias que a gente ouve aqui e acolá.  É bom saber que ela é durona. Os anéis são super largos, sem folga, e deslizam que nem manteiga. E fala que ela não é linda:

minha branquinha

Dessa vez sem minha mão estragando a foto.

(Foto iluminada com meu digníssimo DIY SOFTBOX)

- O peso? Bem que dá pra notar. Mas é tão bem balanceado, e o manuseio é tão bom, que nem incomoda. Meninas talvez achem ela pesada demais. Outras talvez não liguem! Se você consegue manusear uma 24-70 f/2.8L, conseguirá manusear essa também. Só não vá andar com ela pendurada no pescoço, com câmera, flash e tudo. A menos que você seja realmente o Charles Bronson tomando Whey Protein numa loja de ferragens. Nesse caso, meu amigo, essa é a câmera pra você carregar no pescoço:

compacta

Autofocus guiado por voz: já existe há 111 anos. Tá escutando, Canon?

Image Stabilizer (vulgo IS)

Como nunca tive antes uma lente tão longa, nunca havia sentido muita falta de IS. Dificilmente fotografo pessoas em velocidades mais lentas do que 1/80, que geralmente basta pra anular minhas tremedeiras em lentes curtas. Então, pra que IS??

Bem vindo ao mundo de tremedeira incontrolável das lentes longas. Onde cada vez que você agacha e levanta, ou bebe um cafezinho a mais, ou seu rítmo cardíaco acelera por qualquer razão, parece que você desenvolveu síndrome de Parkinson. É proporcional à distância focal da sua lente, e em ambientes de pouca luz fica muito difícil fazer uma foto nítida.

is

Tirei a foto da esquerda duas vezes: com o IS ligado e com o IS desligado. Ao lado, o detalhe de cada tentativa. Foto tirada a 200mm, f/2.8 e acreditem ou não, 1/25 sec!

Mas com IS, posso continuar seguramente tirando minhas fotos com o obturador a 1/60 (ou menos, se for algo imóvel), e não a 1/200 ou mais, como poderia ser necessário sem IS.

Resumindo: a branquinha faz tudo. Versatilidade? Check. Abertura de f/2.8? Check. Image Stabilizer? Check. Bokeh? Check. Qualidade de imagem? Eeeepic check!

Distorção, vinheta, lens flare, aberração? Nunca liguei pra isso e nunca percebi problemas. E o lightroom conserta tudo numa chapuletada só. O que importa pra mim é cor, contraste, nitidez da área em foco, e suavidade da área fora de foco. Hora de encerrar então, com mais lens pimping!

Bonitinha

De novo, uma imagem a 200mm, f/2.8. O suposto "ponto fraco" de uma lente como essa.

detalhes

Diferentes partes da imagem acima que caíram dentro da "profundidade de campo". Dá pra contar os cílios!

julia

Mesma coisa aqui. Posso cropar uma foto dessa até acabarem os pixels, que continua tudo nítido. Yeah!

O intervalo entre 70mm e 200mm numa fullframe, (44-125 numa câmera “cropada”) posso passar um ensaio inteiro sem trocar de lente.

Alice + Jonas

Posted in Trabalhos da Lira on February 4th, 2011 by Rafael Resende – 1 Comment

Aí vai uma amostrinha do ensaio da Alice e do Jonas, feito nos parques Guanabara e Play City. Um dos mais divertidos da história da Lira, com certeza!AliceJonas1

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AliceJonas2

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AliceJonas7

AliceJonas8

alice8

Alice e Jonas88

Alice e Jonas-8a

andando

Alice Jonas noite1

Alice e Jonas noite

Alice

Alice Jonas noite3

Alice Jonas noite4

Alice Jonas noite5

Agradecemos ao Helbert, do Parque Guanabara, pela boa vontade. E aos noivos, pela diversão!